Inovação nas IES: um desafio contemporâneo

Inovação, do Latim INNOVARE, significa “renovar, mudar”, de IN-, “em”, mais NOVUS, “novo, recente”. O conceito de Inovação é bastante variado. De acordo com dicionário Michaelis Inovação é “Ato ou efeito de inovar”. Para UK Innovation Report, 2003 “Inovação é a exploração com sucesso de novas ideias”. Dentre suas várias possibilidades está a inovação na Gestão, que com suas melhorias consegue manter a competitividade no mercado.

Para que as empresas realizem inovações é necessário que tomem consciência da importância da inovação. Dar importância ao tema é imprescindível, pois praticá-la demanda tempo, investimento e dedicação. Inovação, no contexto mercadológico hoje, é uma “adaptação” justamente porque há uma batalha no mercado que se modifica com alta frequência. Para se manter competitiva a empresa precisa dessa adaptação.

Os principais obstáculos da inovação são: cultura corporativa errada, falta de continuidade da ideia, financiamento e recursos limitados, falta de tempo, baixa taxa de adesão, processos burocráticos, muito centrados no retorno do investimento, problemas de comunicação e liderança.

No ensino, a principal barreira é quebrar o processo tradicional de ensino-aprendizagem e inovar na didática. Quebrar o espaço de sala de aula e propor trabalhos diversificados, em grupo e que incentivem a criatividade é ainda uma dificuldade. Essas mudanças requerem gestores atentos e que incentivem as práticas e projetos que venham inovar a Instituição de Ensino Superior (IES).

As IES devem promover a inovação e estimular o potencial que existe na organização, desenvolver a capacidade produzindo conhecimento. Uma das possibilidades é o conceito de gestão participativa, que integra gestores, docentes e estudantes.

Segundo a Revista Exame (2009), as tendências na estratégia de inovação das empresas brasileiras, resumem-se em:

  • Buscar retorno no curto prazo;
  • Criar novos negócios;
  • Procurar parceria;
  • E envolver toda a empresa.

Para as IES privadas esta situação não é diferente, como observamos a seguir fazendo uma analogia com as empresas:

  • Buscar retorno em curto prazo: Criar um projeto com cursos de curta duração como curso de atualização, especialização e Cursos Tecnológicos, tanto na modalidade presencial quanto não presencial (EAD). O retorno financeiro é rápido assegurando caixa para manter o projeto.
  • Criar novos negócios: “Mais do que melhorar produtos já existentes, este é o momento de buscar novos clientes e mercados inexplorados, que garantam uma vantagem competitiva”. Criar novos cursos de graduação na modalidade não presencial (EAD) para cursos já existentes na modalidade presencial que são reconhecidos pelo MEC e possuam um reconhecimento de qualidade pelo mercado.
  • Procurar parcerias: “A inovação a portas fechadas fica cada vez mais para trás. Projetos conjuntos com fornecedores, clientes e universidades reduzem riscos e aceleram o retorno”. A universidade colocando o seu conhecimento, o seu potencial humano, seus laboratórios à disposição de parceiros promove uma nova fonte de renda. Ex. Pesquisa de novos produtos, análise de produtos, capacitação e treinamento de profissionais da rede pública e privada.
  • Envolver toda a empresa: “Com o viés de eficiência operacional, é possível envolver todos os funcionários na busca por mudanças que tragam ganhos financeiros”. Capacitar todos os seguimentos é a primeira medida para o envolvimento da comunidade universitária.

A gestão de pessoas nas IES também é um fator importante. Fernando Pimenta (In. Revista Ensino Superior) diz que “como qualquer outro empreendimento, é preciso habilidade para reter talentos”. José Tolov Junior (In. Revista Ensino Superior) complementa ainda que “a reputação de uma IES vem de seu corpo docente e discente também”.

Segundo Muriel (2015) há sete virtudes fundamentais para um gestor: liderar; saber para que serve e como utilizar a gestão financeira; utilizar diversos instrumentos de avaliação das expectativas e da qualidade percebida pelos acadêmicos; estar sempre atento para tendências e mudanças na regulação; recriar métodos de gestão para aplicação na gestão de IES; cuidar bem da estratégia; respeitar a cultura organizacional. Estimular o conhecimento é a principal fonte de inovação.

É preciso lembrar que não existem soluções únicas. Cada IES deve investigar os pontos fortes e fracos no mercado em que está inserida e planejar as ações. Verificar o público-alvo e o que ele necessita é a principal iniciativa, pois são eles que irão receber o produto e garantir que a IES se mantenha no mercado.

A inovação tem um lado mágico de encantar os observadores quando surge. Mas é preciso manter acesa essa chama. Pessoas desafiadas e altamente motivadas são mais criativas e inovadoras. A criação da cultura inovadora na instituição é fator de grande relevância no processo de desenvolvimento institucional.

 

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DICIONÁRIO Michaelis. Disponível em < http://michaelis.uol.com.br/> Acesso em 26 abril 2016.
UK Innovation Report, 2003. In. Inventta. A inovação: definição, conceitos e exemplos. Disponível em < http://inventta.net/radar-inovacao/a-inovacao/> Acesso em 26 abril 2016.
BARBIERI, José Carlos. Organizações inovadoras: estudos e casos brasileiros. FGV Editora, 2003.
HAYES, R. H. et al. Dynamic manufacturing. New York: The Free Press, 1988.
Gestão para os Novos Tempos. Revista Exame, São Paulo n. 946, 1/julho, 2009.
Investir em Rh é caminho eficaz para uma IES bem-sucedida. Revista Ensino Superior, n. 91, 2008.
COLOMBO, S.S. et al. Nos bastidores da educação brasileira: a gestão vista por dentro. Porto Alegre: Artmed, 2010.
6º FinancIES dará dicas aos gestores das IES. SEMESP, 2013. Disponível em < http://www.semesp.org.br/semesp_beta/6o-financies-dara-dicas-aos-gestores-educacionais/> Acesso em 26 abril 2016.
MURIEL, W. 7 Virtudes Fundamentais para um Gestor de Instituição de Ensino Superior. Revista Gestão Universitária, 7/out. 2015. Disponível em < http://gestaouniversitaria.com.br/artigos/7-virtudes-fundamentais-para-um-gestor-de-instituicao-de-ensino-superior> Acesso em 26 abril 2016.

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